Inuyashiki

 

Inuyashiki Ichirou é um homem de 58 anos que aparenta ser bem mais velho. Rejeitado por sua família, mas ainda extremamente caridoso, tem o destino injusto de ser portador de câncer. Tudo muda após levar sua cachorrinha, Hanako, para passear, acabando em um canto escuro de um parque, onde encontra um jovem. De repente, luzes e barulhos estranhos começam a assombrar o lugar. Depois disso, Inuyashiki percebe que já não é mais o mesmo e que seu corpo parece ter sido substituído por maquinaria avançada. Após ter topado com um homem necessitando de ajuda, se vê como um herói e, acima de tudo, com um novo sentido para a vida e visão sobre si mesmo. Porém, ele não é o único com estas habilidades.

 

 

Nota do autor: Este mangá, trazido pela Panini ao Brasil, conquistou um público inesperado e acabou me conquistando também. Já conta com adaptação para anime e ambos são super envolventes. O mangá, por incrível que pareça, é uma grande e simples lição de vivência, abordando vários temas negativos e, infelizmente, comuns do dia a dia, mas ainda sim englobando o estilo sci-fi. A arte é o ponto forte do mangá, com ilustração e realismo impecáveis.

Your Name, Kimi no na wa

 

Mitsuha, uma sacerdotisa de um entediante meio rural, e Taki, morador da agitada Tóquio, absortos por solidão e inquietamento, são surpreendidos após acordarem um no corpo do outro. Por um momento, acreditam que se trata de um sonho, porém, com o tempo, o fato começa a se repetir e eles iniciam uma amizade, despertando sentimentos e ânimos que nunca antes haviam experimentado.

 

 

Nota do autor: O mangá, publicado no Brasil pela JBC, segue um ritmo melancólico a princípio, porém mantendo sempre nossas expectativas e alimentando nossas esperanças. Com um desenrolar não tão triste quanto outros títulos do autor, como 5 Centímetros por Segundo, tem cenas que também arrancam risos, além de um ótimo plot twist. Embora possua tema um tanto clichê, nos imerge em paixões logo no primeiro capítulo, deixando em cada entrelinha uma mensagem.

 

A voz do silêncio, Koe no katachi

 

Ishida Shouya é um estudante do ensino médio que teve seu futuro perturbado por conta de ações imaturas feitas em sua infância – o garoto costumava praticar bullying em uma garota, Nishimiya Shouko, pelo simples motivo de ser surda. Depois de ter sido pego em suas práticas, tem seu destino alterado e, em vez de agressor, agora é a vítima. A situação chega em seu auge no momento atual, em que o garoto tenta suicídio. Sem sucesso, decide reatar seus laços com Shouko.

 

 

Nota do autor: O ponto principal abordado no mangá é mais profundo do que aparenta. Os índices de suicídio no Japão são altíssimos e principalmente devido ao bullying. Este mangá é um tipo de obra que tem sido difícil de achar em publicação aqui no Brasil. A evolução dos personagens e a relação entre si é ótima. Excelente para amantes de mangás dramáticos e com história bastante realista, Koe no Katachi é de partir o coração.

 

Nisekoi

 

Este mangá, lançado pela Panini no Brasil, segue a história de Raku, um estudante de ensino médio que sofre por não ter uma relação muito boa com garotas e que mantém um amor secreto por sua colega de classe, Kosaki Onodera.
Em sua infância, trocara um cadeado e uma chave com uma garota e lhe fizera a promessa de que se casariam quando se encontrassem novamente, mais velhos. Um dia, porém, enquanto estava indo para escola, tromba com Chitoge Kirisaki, uma mestiça, filha do membro de uma gangue inimiga à que ele pertencia. O relacionamento dos dois, de primeira vista, é o pior possível, porém se veem em uma situação inesperada: eles iniciariam um namoro com o objetivo de apaziguar as gangues. A partir de então, ambos demonstram um amor falso e Raku continua sua busca por sua namorada de infância.

 

 

Nota do autor: O mangá, no gênero de comédia romântica, possui um enredo um tanto quanto desconexo. Porém, é uma boa pedida para amantes da área. O final corresponde a todas as expectativas iniciais e acredito que o leitor aproveitará bem o seu tempo. A história ganha principalmente por sua comédia, embora seja um trabalho extremamente clichê.

 

Battle Angel Alita

 

Ambientado em uma cidade de sucatas, habitada por cyborgs e aberrações, à sombra de Zalem, Ido – Desty, na versão japonesa – é um caçador de recompensas que vive atrás de criminosos tão assustadores que se assemelham a monstros. Um dia, porém, encontra restos de uma cyborg em meio ao lixo da cidade superior e decide consertá-la. A garota se revela sem memórias e ele lhe dá um novo corpo e o nome de Alita – Gally, na versão japonesa. Alita se apaixona pela profissão de Ido e, como uma máquina de guerra, se qualifica como caçadora de recompensas, embora sempre carregue seu sentimentalismo e desejo de resgatar suas memórias.

 

 

Nota do autor: O mangá, com ótima qualidade de roteiro, é uma leitura contínua e gostosa de se fazer. Agitado e tranquilo nos momentos certos, este não é só um mangá clichê de lutas, mas também uma reflexão sobre várias questões da vida. A edição da JBC possui algumas páginas coloridas e vem como uma reedição do título que já havia sido lançado no Brasil. Mesmo para quem não gosta do gênero, não vai deixar de agradar. Alita é a minha obra favorita da lista de hoje. Espero que tenham o mesmo carinho por ela que eu.