A floresta japonesa com maior índice de suicídios

Aokigahara é uma floresta japonesa localizada à base noroeste do monte Fuji no Japão.  É conhecida por ter o segundo maior índice de suicídio do mundo, perdendo apenas para a ponte Golden Gate nos Estados Unidos. O lugar, além de ter registro de mais de 105 corpos encontrados em 2005, também conta com lendas e mitos sobre fantasmas, demônios e outras entidades habitando o local. A floresta, também conhecida como “mar de árvores”, é densa, por isso, muitas vezes, os corpos são encontrados em estado avançado de decomposição. As entidades governamentais posicionaram estrategicamente placas de apoio a vida pela floresta, em busca de diminuir os índices. A floresta também possui ar naturalmente assustador, devido a presença de solo vulcânico, que impede de, até mesmo, chamar por ajuda no celular. Sendo um perfeito cenário para um filme como A Bruxa de Blair.

 

Suicídio no Japão

O índice de suicídios do Japão é altíssimo, com a média de 70 mortes por dia — No Brasil a média é de 32 pessoas por dia.

O bullying nas escolas parece ser a principal causa, tendo em vista que muitas delas negam e omitem o ocorrido, até já ser tarde demais. Após isto, a maioria das escolas até mesmo ignoram o suicídio de colegas em sala de aula.

Os hikikomori também são muito presentes no país. São pessoas com um espécie de fobia social que passam anos enjaulados em casa, se privando de atividades comuns do dia a dia, como ir a escola e trabalhar, renunciando totalmente a socialização.

Além disso, considerando o fato de que o Japão ainda é um país patriarcal, a carga de sustentar uma família cai toda sobre os ombros dos homens, acabando por pressioná-los e favorecendo o suicídio. Mesmo para aqueles que conseguem se sustentar, o estresse na vida de trabalho é muito alto. Aliás, o Japão é um país rigoroso e superpopuloso, onde apenas os melhores conseguem boas oportunidades na vida.

Também devemos considerar o preconceito contra estrangeiros ou descendentes destes no Japão, o que é muito frequente. Os japoneses seguem um padrão de beleza baseado em pele clara e cabelos negros, quem foge deste padrão já é considerado anormal.

O suicídio no Japão também não é sinônimo de vergonha, além do mais, o budismo, xintoísmo e cultura samurai não os repudiam, havendo até no passado o Harakiri, prática que ficou famosa entre os ocidentais pela história do jogo Fatal Frame, em que o chefe da família Himuro teria praticado-a, consiste no ato de tirar a própria vida com sua katana e é conhecido por recuperar a honra perdida por um samurai.

A própria divulgação na mídia é outro ponto que favorece o suicídio na floresta, trazendo muitos inocentes para o local em busca de reproduzir o ato, encorajando-os. Como um exemplo, o livro de Seicho Matsumoto, Kuroi Jukai, em que os personagens realizam suicídio coletivo. Um exemplo mais próximo foi a divulgação na mídia do caso do youtuber gringo que encontrou um corpo no local, popularizando-o ainda mais. Também foi mencionado no livro O Manual Completo do Suicídio, de Wataru Tsurumi, com a frase “O lugar perfeito para morrer”. 

Métodos governamentais de prevenção ao suicídio

Por meio de políticas públicas, o Japão está estimulando as instituições escolares a ter mais atenção e cuidado com os alunos, está aumentando a segurança nas redes sociais e controlando os sistemas hierárquicos, de modo a reduzir assédios no trabalho. Com estas metas, planeja reduzir os índices de suicídio em até 30%.

Na floresta, além das placas, estão  presentes voluntários treinados para conversar com possíveis suicidas e tentar auxiliá-los.

Lendas

Supostamente em 1830, momento de crise econômica no Japão, famílias pobres abandonavam seus entes em Aokigahara, o que teria tornado a floresta um local assombrado.

Turismo

Os principais pontos turísticos são a Caverna de Vento e a Caverna de Gelo. O acesso ao local é feito a partir de Tóquio e é público, porém somente até certo ponto, uma vez que se perder no local é bastante comum.

Em momentos de desespero nossa visão pode ficar embaçada e, muitas vezes, tomamos atitudes por impulso, conte para alguém os seus sentimentos e busque auxílio, você não está sozinho. Ligue 141, para o Centro de Valorização da Vida.